Você tem memória de Elefante?

Você já ouviu falar na expressão memória de elefante? É uma expressão muito comum na língua portuguesa, que se refere às pessoas que tem uma ótima capacidade de memorizar as coisas e que raramente esquecem de algo.

Esta expressão popular surgiu a partir de uma experiência de observação destes paquidermes, um dos maiores mamíferos existentes no nosso planeta. E a capacidade de armazenamento de informações não tem relação nenhuma com o tamanho deles, mas sim com a sua própria maneira de memorizar situações do dia a dia.

Na formação das manadas, que podem chegar a até 100 membros, as fêmeas mais velhas costumam expulsar os machos que desrespeitam a organização hierárquica. Com isso, elas acabam por liderar o grupo e se responsabilizam pela sobrevivência de todos os companheiros. Quanta responsabilidade, não é mesmo?

A responsabilidade perante eles é tanta que, por uma obrigação vital, a líder se obriga a memorizar todos os lugares onde há água e comida disponíveis para a manada, mesmo andando dezenas de quilômetros todos os dias. Assim, eles conseguem encontrar os suprimentos sem dificuldades, se adaptando ao ambiente e perpetuando a espécie.

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Além de terem uma ótima memória, os elefantes também são muito inteligentes, capazes de produzir até ferramentas úteis para a sua sobrevivência. Alguns estudos do córtex cerebral revelam que eles possuem uma rede de neurônios constituída de forma bastante complexa e robusta. A ótima capacidade de memorizar também se explica pelos bem desenvolvidos hipocampo e lóbulos temporais.

Assim como para os elefantes, ter uma boa memória é uma grande vantagem, pois ela nos ajuda em várias situações no dia a dia. De fato, apesar do poder e da sofisticação da capacidade humana de reter informações, esse sistema complexo não é infalível e, quando ele falha, aparecem alguns sinais, que talvez você até já tenha vivenciado:

“Qual era o nome mesmo daquela atriz alta, de cabelos escuros que fez aquele filme?”

“A reunião foi agendada para que horas? 17h ou 17h30min?”

“Onde eu deixei as minhas chaves?”

A memória nos proporciona aptidões diversas que favorecem a nossa sobrevivência. É através da memória que obtemos benefícios de experiências passadas que nos ajudam a resolver problemas e tomar melhores decisões. O bom funcionamento da memória depende de 3 elementos: capacidade de aquisição de informações, armazenamento e emprego destes dados.

E se você, por algum momento já sentiu que ela falhou, eu tenho quatro dicas para melhorar o bom funcionamento da memória:

1 – Pare, olhe, escute!

Preste atenção em tudo o que está à sua volta! De acordo com o professor Michael Anderson, da Universidade de St. Andrews no Reino Unido, a capacidade de fixação de uma informação é intensificada pela atenção. Ou seja, quanto mais estivermos “presentes” em cada momento, mais fácil será vivê-lo plenamente, aprendê-lo e resgatar a memória quando desejarmos.

2 – Cuide do seu sono

Quando somos privados do sono, nossa capacidade de concentração e nossa memória ficam prejudicadas. Durante o descanso ocorre a síntese de proteínas encarregadas pelo desenvolvimento de conexões neurais, o que aprimora aptidões como a memória. Durante a noite, o cérebro filtra as  informações acumuladas, guardando aquilo que julga ser mais importante e descartando o que não é tão útil, se atendo assim às lições que aprendemos durante o dia.

3 – Fale em voz alta!

É muito comum esquecermos aquilo que lemos, estudamos ou assistimos em aulas. Quando relemos o que foi nos ensinado e fazemos uma espécie de debate sobre o tema estudado desenvolvemos um senso de apropriação daquele conteúdo e ele deixa de ser mais uma informação recebida e se torna algo realmente “seu”. Falar em voz alta consigo mesmo como se estivesse explicando a alguém é útil na preparação de provas, aulas, reuniões e apresentações em público. Repetir em voz alta alguma coisa funciona muito bem quando você precisa memorizar aquilo.

4 – Saia do automático e pense fora da caixa!

Por uma questão de economia de energia, nosso cérebro faz com que nossa vida se transforme em uma série de pequenas rotinas. Mudar o caminho que vamos para o trabalho, nossos programas de TV, aprender uma nova língua, conversar com pessoas diferentes obrigam o cérebro a exercitar-se, ajudando também no processo de memorização.

 

Não é impossível ter uma memória de elefante. Uma boa dose de organização, disciplina e disposição farão toda a diferença! Experimente essas dicas e depois me conte se você notou alguma evolução! Um beijo!

Aline-Dotta---Assinatura

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